RESUMO DOS TRABALHOS

EXPERIÊNCIAS INICIAIS COM CIRURGIA RECONSTRUTIVA EM MASTOLOGIA
 
Nogueira,C.C.M.; Ceconelo,L.A.; Pascotini,C.M.S.;

INSTITUIÇÃO: Universidade Estadual de Londrina - Serviço de Mastologia.

No período de Maio/96 a Maio/98, nove pacientes atendidas no setor de mastologia do Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná foram submetidas a cirurgia reconstrutiva da mama. A idade média foi de 38 anos. A queixa principal foi de mastalgia cíclica (04 pacientes) e presença de nódulo (04 pacientes). No exame físico, mamas volumosas e ptose mamária foi observado em 04 pacientes, nódulo foi observado em outras 04 e espessamento em 01. A mamografia mostrou 03 lesões nodulares de grandes dimensões, microcalcificações suspeitas em 01paciente e um nódulo fortemente suspeito em outra.

Quatro pacientes foram submetidas a mastoplastia redutora, 03 a adenomastectomia com exerese de nódulo e reconstrução com próprio tecido, 01 quadrantectomia de quadrantes inferiores e 01 mastectomia radical com reconstrução por retalho miocutâneo abdominal (TRAM). A técnica de Pitanguy-Ariê foi utilizada em 06 pacientes, em 02 utilizou-se a técnica de Geraldo Peixoto e na reconstrução utilizou-se a porção inferior do abdome. O tempo cirúrgico médio foi de 220m. A quantidade média de tecido retirado nas mastoplastias redutoras foi de 530g. O estudo histológico mostrou 03 mastopatia fibrosa, 03 tumor Plyllodes e 02 carcinomas infiltrativos. O resultado estético foi considerado bom em 07 casos. Como complicações, observamos uma necrose total de mamilo, uma necrose parcial e dois casos de assimetria mamária.

Mamografias de triagem falso-positivas: efeito da avaliação imediata
versus avaliação tardia sobre o estresse da paciente

False-positive screening mammograms: effect of immediate versus later work-up on patient stress
 
Karen K. Lindfors, MD, Jacqueline O'Connor, PhD e Rebecca A. Parker, PhD

Objetivo: comparar o estresse experimentado por pacientes com mamografias de triagem falso-positivas que foram submetidas imediatamente a uma avaliação diagnóstica por métodos de formação de imagem no local, com o estresse sofrido por pacientes que foram novamente convocadas para uma avaliação por métodos de imagem.

Métodos: uma pesquisa retrospectiva foi enviada pelo correio a mulheres cujas mamografias de triagem foram falso-positivas e cujas alterações foram negativas ou benignas à avaliação por métodos de formação de imagem. As mulheres foram divididas em dois grupos: (a) pacientes submetidas à avaliação por métodos de formação de imagem na mesma consulta em que foi realizada a mamografia, e (b) pacientes que retornaram em outra ocasião para avaliação. A pesquisa incluiu perguntas sobre o estresse relacionado com a triagem e avaliação diagnóstica, sobre como as pacientes foram notificadas sobre os resultados da mamografia de triagem e sobre suas histórias clínicas das mamas.

Resultados: do grupo submetido à avaliação imediata (n=100) foram recebidas 50 pesquisas elegíveis e 71 pesquisas de mulheres que foram submetidas a avaliações diagnósticas posteriores (n = 176). O estresse global auto-relatado foi significativamente maior (P = 0,027) no grupo convocado para a avaliação por métodos de formação de imagem subseqüente. Entre todas as pacientes que responderam à pesquisa, o estresse de um resultado de triagem falso-positivo foi maior em mulheres com menos de 50 anos de idade e com história familiar positiva para câncer de mama em uma parente de primeiro grau.

Conclusão: a realização da avaliação diagnóstica imediata no local pode reduzir o estresse decorrente de um resultado falso-positivo de uma mamografia de triagem.

Prevalência dos polimorfismos genéticos dos receptores do estrógeno na doença arterial coronária

 

Carlos César Montezino Nogueira*, José Mendes Aldrigh, Célia Stulz, Antonio de Pádua Mansur
*coordenador do núcleo mamográfico EURP – Escola de Ultra-sonografia e
Reciclagem Médica Ribeirão Preto

Introdução:
Os estrogênios influenciam o crescimento, diferenciação e função de muitos tecidos, principalmente do sistema reprodutor feminino tanto masculino. O estrógeno também tem um papel importante sobre o sistema cardiovascular.

Estudos têm demonstrado que eles promovem vasodilatação, e alteram a concentração plasmática de várias lipoproteínas, diminuem a concentração de LDL e aumentam a de HDL.1 Estrogênios interferem no sistema de coagulação diminuindo a concentração plasmática de fibrinogênio2 e alterando a concentração de proteínas anticoagulantes,3,4

Estudos observacionais têm demonstrado que a terapêutica de reposição hormonal, reduz os riscos da doença aterosclerótica.5-8 Por outro lado, estudos randomizados utilizando estrogênios eqüinos conjugados em mulheres com doença coronária estabelecida não confirmaram os mesmos efeitos.9,10

Muitas das ações dos estrógenos são executadas pelo seu receptor, que regula a transcrição e a síntese de RNA (ácido ribonucléico) e proteínas. 11,12

As alterações polimórficas do receptor alfa do estrógeno, estão associados a doenças como o câncer de mama13,14, aborto de repetição 15,16, hipertensão arterial,17 níveis lipídicos séricos alterados18 e aterosclerose coronária.19,.20

O receptor de estrógeno beta também foi descrito nas células e tecidos do sistema cardiovascular, no entanto a associação dos polimorfismos dos seus receptores e a DAC é pouco conhecida, polimorfismos destes receptores associaram-se a disfunções ovulatórias e a alterações nos níveis plasmáticos de alguns hormônios sexuais femininos (estrogênio, progesterona, hormônio folículo estimulante e luteinizante).21 O objetivo deste estudo foi investigar a associação entre as alterações polimórficas nos receptores alpha e beta do estrógeno com a doença arterial coronária precoce, onde o componente genético provavelmente deve ser mais importante do que outros fatores de risco para a doença.

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